Programa Gestão Atitude!
O DCE
é pra lutar!
A Chapa Atitude acredita que o
Diretório Central dos Estudantes, assim como todas as entidades do movimento
estudantil, tem como finalidade organizar a luta dos estudantes e defender seus
interesses.
O movimento estudantil faz parte
do movimento social brasileiro, assim como os sindicatos, movimentos do campo,
de “sem-tetos” e contra as opressões, e deve se inserir na luta junto com esses
movimentos para transformar a sociedade em que vivemos.
Dizemos que o DCE é pra lutar
porque acreditamos que as transformações que queremos (seja na faculdade que
estudamos, seja na sociedade) só podem ser conquistadas com a luta de
estudantes, trabalhadores e do movimento popular.
Por um DCE independente da direção e dos governos
Queremos construir um movimento
que reflita única e exclusivamente os interesses dos estudantes e suas lutas.
Por isso, é muito importante reafirmar a necessidade de manter a mais completa
independência de nossa entidade estudantil da direção da Faculdade e dos
governos. Regra geral, a luta pelos direitos dos jovens e estudantes devem ser
feitos contra as direções das faculdades (que enxergam a educação única e
exclusivamente através da lógica empresarial) e dos governos (vide o ataque ao
direito à meia-entrada efetuado recentemente pela Presidente Dilma) e o DCE
deve manter as “mãos livres” para poder realizar a luta contra eles.
A UNE não nos representa! Construir a ANEL como um campo democrático e de luta contra os ataques dos governos
A União Nacional dos Estudantes,
que tem um passado de lutas, hoje se cristalizou como uma entidade burocrática,
anti-democrática e uma mera correia de transmissão das políticas educacionais
do governo federal. Isso se expressa claramente no fato de que em 10 anos de
governos petistas a UNE nunca ousou se posicionar contrária a uma medida do
governo federal.
O processo de burocratização e
afastamento da UNE também fez com que perdesse representatividade e já não
pudesse mais falar em nome dos estudantes. Concretamente, a UNE ficou contra a
última greve da educação federal, e não foi vista nas grandes manifestações de
junho. Tornou-se uma caricatura de entidade ao promover uma campanha de
voluntários para a Copa enquanto os estudantes enfrentavam a repressão policial
e o autoritarismo de Dilma e da FIFA nas ruas.
A ANEL surgiu como resposta
nacional à burocratização e governismo da UNE e tem sido o principal fórum de
debate democrático e organização das lutas. É a única entidade que expressa de
forma legítima o novo momento da realidade brasileira, em que os jovens vão às
ruas lutar pelas mudanças que desejam.
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